O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT - Douro/Duero) vai reunir-se com um representante do Governo espanhol para a reclamar a abertura do troço férreo entre Barca d’ Alva (fronteira portuguesa) e Fuente de San Estaban (Salamanca).
A reunião está agendada para quarta-feira (16 de Setembro), em Valladolid, com o especialista em ferrovias e delegado do Governo central para a comunidade de Castela e Leão, Miguel Alejo.
“Na reunião vai ser abordada a necessidade urgente da abertura da linha férrea até Fuente de San Estaban, agora que se comprova que Portugal está a avançar” com a reabilitação da linha, adiantou, José Luís Pascoal, alcaide de Trabanca.
“Queremos demonstrar a necessidade da criação destas duas infra-estruturas para se poder dar o valor que tem esta via de comunicação e interligação entre a população de Espanha e Portugal”, explica.
O Conselho de Coordenação da AECT -Douro/Duero, vai ainda, entre outros assuntos, apresentar o seu Plano de Emprego a ser desenvolvido e gerido de ambos os lados da fronteira.
“Existe um plano plurianual de convergência em Espanha que devemos acompanhar com os fundos regionais de Portugal para que haja um maior investimento na fronteira”, afirma José Luis Pascoal, salientando que “em nenhum caso devemos trabalhar individualmente”.
O Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial, AECT - Douro/Duero, reúne já 187 membros efectivos de Bragança, Guarda, Castelo Branco, Salamanca e Zamora.
O presidente da AECT - Douro/Duero, Victor Sobral, acredita que estes agrupamentos de cooperação têm um “regulamento muito específico, que lhes permite ser entidades promotoras de candidaturas, bem como criarem e geriram elas próprias planos de acção”.
“Como uma Comissão de Coordenação Regional em Portugal gere programas operacionais, somos um parceiro privilegiado na definição de linhas de orientação porque estamos no terreno e conhecemos melhor a realidade”, refere Victor Sobral também vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa.
Daniel Gil-Lusa

