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Freguesia de Castelo Melhor

 
Elementos Demográficos  
População 410
Área 3641 Ha
   
Junta de Freguesia

Website da Junta de Freguesia

   
Orago Espírito Santo
Festas e romarias  
Arcanjo S. Gabriel 2ª Feira de Páscoa
Nª Senhora do Rosário Agosto (móvel)
Nª Senhora dos Remédios Agosto (móvel)
   
Artesanato Latoaria e Ferraria
Colectividades Associação Recreativa e Cultural do Orgal
Locais de interesse Fonte do Povo, Capelas de: Arcanjo S. Gabriel, Nossa Senhora dos Remédios e Santa Bárbara
Economia A população da freguesia dedica-se de modo especial á agricultura. Aqui se produz amêndoa, azeite, vinho fino (do Porto) e de mesa.
Gastronomia Doces de Amêndoa.
   

 

 
História

No termo da freguesia de Castelo Melhor existem já inventariados sítios ou apenas vestígios pré-históricos, fatalmente ligados ao rio Côa e aos vales que albergam pequenos ribeiros, tributários do mesmo. Na Penascosa, limite de Almendra, a que se acede pela localidade de Castelo Melhor, existe um importante núcleo de gravuras rupestres do Paleolítico Superior (bovídeos, cavalos, caprídeos). Nas elevações que lhe são contíguas, adivinha-se uma ocupaçâo de períodos (Calcolítico, Bronze...). Igualmente nos lugares de Meijapão e Ribeiro do Poio, na sua anexa do Orgal, encontram-se vestígios de gravuras de Idade do Ferro, já numa cota mais elevada a lembrar-nos a necessidade de investigar sistematicamente toda aquela área. Ainda no sítio da Penascosa, o início de uma via (com calçada) que rumava a Almendra. Tratar-se-á de uma via romana, aproveitada até muito recentemente.

 

No Orgal, vestígios de uma Villa Romana. Alguns indícios levam-nos a supor ter sido esta terra de Castelo Melhor abrigo de Visigodos e Árabes. No morro do castelo estão enterrados mistérios que urge desvendar. Escavações arqueológicas poderão trazer à luz do dia não só vestígios pré-históricos como romanos, árabes e visigóticos. Na Rua dos Namorados, encravadas num muro de propriedade, algumas pedras gravadas com motivos fitomórficos e geométricos, poderão muito bem levar-nos até épocas muito recuadas, possivelmente coevas dos reinos Suevo ou Visigótico.

 

Mas passemos a algumas nótulas documentadas:Encontra-se esta freguesia na região ribacudana e como tal a sua história confunde-se com a de outras da mesma região.

 

Curiosamente, o próprio nome, ao compor-se de uma forma qualificativa, sugere-nos que a sua fundação terá sido posterior à de Castelo Bom. O seu território pertenceu ao longo do século XIII ao reino de Leão, passando apenas a fazer parte de Portugal após o Tratado de Alcanices. Os seus foros, datados de 1209, recebeu-os de Afonso IX de Leão. A crítica histórica tem vindo, no entanto, a pôr em causa esta data, argumentando que se está perante uma cópia dos de Castelo Rodrigo. Seja como for, recordemos que era prática corrente os monarcas darem a escolher aos povos o foral existente que quisessem. Atendendo a tudo isto, considera-se hoje que a fundação de Castelo Melhor ocorreu entre 1230 e 1298. De facto esta última data é a primeira referência a Castelo Melhor a merecer-nos confiança. Trata-se da confirmação dos seus foros por D. Dinis, em 12 de Junho de 1298.

 

A data da confirmação dos foros por D. Dinis deve ser no entanto apenas entendida como limite documental, uma vez que se sabe que Castelo Melhor passou à Coroa portuguesa, em 1292, como dote da Rainha D. Isabel, tendo na altura D. Dinis mandado reparar o castelo e repovoá-lo. Nos inícios do século seguinte, em 1321, num Rol das Igrejas, é apresentada como sendo uma simples aldeia de Castelo Rodrigo. Embora não se conheça qualquer documento a indicar esta anexação, a hipótese é plausível.

 

O facto de Afonso V,em 1449, confirmar a sua qualidade de vila, associando-a a Almendra, não deixa de revelar, na opinião de Duarte Nogueira, a sua insegurança face a Castelo Rodrigo. A partir de meados do século XV, a sua história confunde-se com a de Almendra, com a qual aliás forma um concelho que adopta, curiosamente, o nome destas duas freguesias. No reinado de D. João III possuía 32 moradores, como atesta o recenseamento de 1527. Esta freguesia tem vindo desde esta época a registar um crescimento populacional contínuo, com excepção das últimas décadas. (Adaptado da obra "Por Terras do concelho de Foz Côa - Susídios para a sua História - Estudo e Inventário do seu Património", de A.N. Sá Coixão e António A. R. Trabulo, editado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, 2ª edição - 1999).

 

Bibliografia

António N. Sá Coixão e António R. Trabulo, Por Terras do concelho de Foz Côa - Susídios para a sua História - Estudo e Inventário do seu Património, Vila Nova de Foz Côa, Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, 2ª edição - 1999