Vinhas

 

As vinhas, com os socalcos, que se deixam apreciar nas curvaturas da paisagem, são bem o "ex libris" desta região alto-duriense. É aqui que o homem, pela sua mão, tem modificado a paisagem em termos verdadeiramente extaordinários. Com um terreno xistoso e habitualmente escalavrado, o homem desta região revolteia-o com a surriba, abre-lhe as valas e planta-lhe o bacelo onde depois enxerta a casta que é a matriz do néctar dos deuses libado de mil canseiras e fadigas.

 

 

Do princípio de Abril a finais de Outubro, os vinhedos das terras de Foz Côa encantam-nos com os seus matizes de cor, que vão do verde-verde aos castanhos dourados. Depois, podadas as videiras, passam elas ensimesmadas o Inverno, recomeçando o ciclo produtivo que caracteriza a região.

 

Com as amendoeiras e o prateado dos olivais, que muita vezes bordejam a vinha, a vinicultura é bem a principal cultura destas paragens. Outra coisa nem se poderia afirmar de um Concelho plenamente integrado na Região Demarcada do Douro, a "região demarcada" mais antiga do mundo.

 

Os vinhos mais famosos de Portugal, como o "Barca Velha", são produzidos em terras fozcoenses, o que diz muito da sua excelente qualidade. Diga-se ainda, a par de tal excelência, que a produção do Concelho, só de vinho generoso (ou fino), que depois é baptizado de "vinho do Porto", ultrapassa habitualmente as 22.000 pipas.